Ando me sentindo presa dentro de mim mesma. Me sinto fugir do controle.
Quero tantas coisas e tenho tantos medos. Mas quem me dera que meus medos fossem meus maiores empecilhos pra me atirar em direção a um pouco de adrenalina ou de alguma coisa qualquer que me faça me sentir viva.
Acredito que existem coisas mais importantes que simples desejos humanos das quais eu tenho que cuidar. Só não sei se conseguirei cuidar direito.
Sinto falta de emoção, qualquer uma. Sinto falta de histórias para contar, tudo tem sido tão pacato ultimamente.
Se isso é envelhecer, obrigada, mas eu passo.
Quero a liberdade, quero o vento, quero meus amigos. Quero me arrepender um pouco, quero fugir e ser irresponsável. Quero tantas coisas e reprimí-las o tempo todo me faz sentir como se eu estivesse prestes a explodir.
Mas existem tantas coisas mais importantes que a simples vontade de jogar tudo para o alto. Tenho que me segurar firme e seguir.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Uma breve introdução
Preciso escrever porque não consigo dormir. Também não consigo ficar sozinha em ambientes fechados ou escuros.
Preciso disso pois todos os dias tenho sentido uma angústia terrível que eu não sei de onde vem. Preciso encontrar a fonte disso tudo.
Talvez eu esteja cheia de mais, cansada de mais. A vida parece muito mais simples quando não se pensa sobre ela. Acho que é isso, meu problema é pensar de mais. Penso em cada atitude minha e em cada atitude possível das pessoas ao meu redor. As possibilidades me afetam a um nível quase como se elas já fossem real. Meu maior medo não é, como eu pensava antes: medo da morte, da solidão ou da dor. Meu medo é do futuro e da suas inúmeras possibilidades. É medo de que meu mundo saia do meu controle, é medo de me sentir perdida.
Eu pensava que à medida que o tempo passasse a vida ficaria cada vez mais simples.
Acreditava que teria os mesmos amigos, hábitos e amores para sempre. Ao parar de escrever perdi a noção de mudança que antes me era clara.
Não queria, no fundo, que as coisas mudassem. Mas tenho que enteder que elas mudam. E não são só as coisas e as pessoas que mudam, eu mudo também.
É como se eu moresse a cada dia e voltasse depois de uma noite de sono, consciente do que aconteceu comigo.
Talvez por isso esteja sendo dificil dormir. O fim de um dia é o fim de um dos muitos eus que eu já vivi e que eu vou viver.
Sim, é por isso que vou escrever. Vou escrever para me livrar da pessoa e para me lembrar das muitas pessoas que já fui e que ainda serei.
Preciso disso pois todos os dias tenho sentido uma angústia terrível que eu não sei de onde vem. Preciso encontrar a fonte disso tudo.
Talvez eu esteja cheia de mais, cansada de mais. A vida parece muito mais simples quando não se pensa sobre ela. Acho que é isso, meu problema é pensar de mais. Penso em cada atitude minha e em cada atitude possível das pessoas ao meu redor. As possibilidades me afetam a um nível quase como se elas já fossem real. Meu maior medo não é, como eu pensava antes: medo da morte, da solidão ou da dor. Meu medo é do futuro e da suas inúmeras possibilidades. É medo de que meu mundo saia do meu controle, é medo de me sentir perdida. Eu pensava que à medida que o tempo passasse a vida ficaria cada vez mais simples.
Acreditava que teria os mesmos amigos, hábitos e amores para sempre. Ao parar de escrever perdi a noção de mudança que antes me era clara.
Não queria, no fundo, que as coisas mudassem. Mas tenho que enteder que elas mudam. E não são só as coisas e as pessoas que mudam, eu mudo também.
É como se eu moresse a cada dia e voltasse depois de uma noite de sono, consciente do que aconteceu comigo.
Talvez por isso esteja sendo dificil dormir. O fim de um dia é o fim de um dos muitos eus que eu já vivi e que eu vou viver.
Sim, é por isso que vou escrever. Vou escrever para me livrar da pessoa e para me lembrar das muitas pessoas que já fui e que ainda serei.
Assinar:
Comentários (Atom)